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Artigos: Maçônicos > Profanos > Em busca da qualidade do ensino

Em busca da qualidade do ensino

Publicado por José Alves Nogueira [José Alves Nogueira] em 23/6/2011

(1193 leituras)

  Ao término da segunda guerra mundial, com o mundo dividido em dois blocos, um comandado pela União Soviética e o outro pelos Estados Unidos, iniciou-se a disputa pela conquista espacial, observando-se como fato marcante o lançamento do Sputnik pela União Soviética, o qual penetrou na estratosfera, causando estupefação e humilhação ao povo americano, eis que este sentiu o amor próprio ferido.

José Alves Nogueira, M.·. M.·.



Em busca da qualidade do ensino

Ao término da segunda guerra mundial, com o mundo dividido em dois blocos, um comandado pela União Soviética e o outro pelos Estados Unidos, iniciou-se a disputa pela conquista espacial, observando-se como fato marcante o lançamento do Sputnik pela União Soviética, o qual penetrou na estratosfera, causando estupefação e humilhação ao povo americano, eis que este sentiu o amor próprio ferido.

Naquela época, havia dois anos, uma comissão federal americana fazia estudos comparativos do ensino dos Estados Unidos com o da Rússia, concluindo que a diferença entre um ensino e outro, e o conseqüente menor desempenho do ensino americano, devia-se ao fato de que os alunos soviéticos freqüentavam a escola para aprender, e os americanos, para integrar-se. Com isso foram tomadas providências com vistas a que se procedesse a revisão do sistema educacional americano, objetivando o aperfeiçoamento do ensino.


No Brasil, Rui Barbosa já alertava para a necessidade de que fosse instituído um sistema educacional que viesse contribuir para a melhoria do ensino do país, o que só bem mais tarde veio a acontecer.

Com a edição da Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1.961 foram fixadas diretrizes e bases para a educação no Brasil, constando da mencionada lei que, inspirada nos princípios de liberdade, e nos ideais da solidariedade, a educação teria por fim, dentre outros, a compreensão dos direitos e deveres da pessoa e da família, o respeito à dignidade e às liberdades fundamentais do homem, o desenvolvimento integral da personalidade humana, participação na obra do bem comum, o preparo do indivíduo e da sociedade para o domínio dos recursos científicos e tecnológicos que permitisse utilizar as possibilidades e vencer as dificuldades do meio, em fim, preparar o indivíduo para a vida.

A Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1.996, introduziu no universo educacional, novas diretrizes e bases para a educação no Brasil, encampando princípios adotados pela lei anterior, acrescentando outros, tais como, liberdade de aprender, respeito à liberdade e apreço à tolerância, pluralismo de idéias e concepções pedagógicas, gestão democrática do ensino público, garantia do padrão de qualidade do ensino etc.

Ao mesmo tempo em que elenca uma série de princípios destinados a nortear o ensino no país, inclusive a garantia do padrão de qualidade, a nova lei trouxe em seu bojo elementos de flexibilidade tal, que, permitiu o esfacelamento do ensino, cuja qualidade despencou a níveis inaceitáveis, contribuindo grandemente para institucionalização da ignorância e a mediocridade no seio da sociedade brasileira.

Fruto da importação e conseqüente adoção de concepções pedagógicas diversas, que se satisfazem com o simples entendimento de idéias sem exigir do aluno o conhecimento necessário ao enfrentamento das dificuldades do dia a dia, o nível de conhecimento foi drasticamente reduzido e o cidadão brasileiro vem pagando caro pelo despreparo que lhe é oferecido pelo sistema de ensino.

Pesquisas realizadas recentemente pela ONU, dão conta de que, em um universo de cento e vinte e três países, o Brasil ficou colocado no 73º lugar, situando-se atrás da Bolívia e do Paraguai. Em São Paulo, pesquisa realizada pelo SARESP, dá conta de que, 80% dos alunos de escolas públicas do ensino fundamental não sabem matemática, e 97% dos alunos do ensino médio idem.

Sem querer ser saudosista, mas, apenas decepcionado com a péssima qualidade do ensino no país, lembro que, enquanto a lei de 1961 proibia a matrícula em escola pública, do aluno reprovado por mais de uma vez em qualquer série ou conjunto de disciplina, atualmente os professores são forçados a aprovar o aluno, tenha ele obtido ou não, os resultados esperados para acesso ao próximo nível.

O sistema de aprovação compulsória, ainda que batizado com o pomposo nome de progressão continuada, é injusto tanto para o aluno relapso, como para o que se dedica ao estudo com seriedade, pois para aquele contribui para a acomodação e despreparo para os embates do dia a dia, e para este gera o sentimento de derrota ao sentir-se nivelado por baixo.
Não somente os alunos são atingidos pelos efeitos negativos da aprovação compulsória, pois o professor de igual forma se sente desestimulado a realizar um trabalho de excelência, pois ao final o resultado será o mesmo.

Mais grave ainda é pensar que em um futuro próximo, os atuais alunos serão os professores, pois se hoje não lograram obter conhecimentos suficientes, o que irão ensinar aos seus alunos? Teremos aí, cegos guiando cegos.

O reflexo do descaso para com o ensino dá para se perceber através de notícia veiculada pela Revista da SEMANA, sob o título O “tiozão” tem mais qualidade, segundo a qual, relatório do Ministério do Trabalho informa sobre novas tendências de emprego no país, quando as empresas estão contratando pessoas na faixa de 50 a 64 anos, sendo dita contratação motivada pelo despreparo dos jovens que adentram ao mercado de trabalho, segundo se infere do teor do mencionado artigo.

  O que se pode afirmar é que, o baixo nível de conhecimento de um modo geral, tem levado empresas estrangeiras que aqui vêm se instalar, a deixar de contratar brasileiros para exercício de funções relevantes, eis que o mínimo de conhecimento exigido não tem sido atingido.

Se é verdade que a lei de diretrizes e base exige formação superior em pedagogia para o exercício do magistério, não menos verdade é que, de um modo geral os professores não estão bem preparados, encontram-se desestimulados com a baixa remuneração, além de enfrentar problemas sérios, a exemplo, o sistema de progressão continuada.

Não tenho formação pedagógica, mas, nem por isso deixo de perceber os efeitos negativos da má condução do ensino para a sociedade brasileira, acreditando, entretanto que, a maçonaria pode e deve contribuir para a reversão desta caótica situação.

Unamo-nos, meus irmãos, pela melhora do sistema de ensino no Brasil.

Campo Grande – MS, fevereiro de 2.008.

José Alves Nogueira
M : . Maçon.


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