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Artigos: Maçônicos > Profanos > A Maçonaria Acovardou-se ou... Acovardaram-se os Maçons?

A Maçonaria Acovardou-se ou... Acovardaram-se os Maçons?

Publicado por Ivair Ximenes [Ivair Ximenes Lopes.] em 27/4/2011

(1509 leituras)

  Foi a partir de 1721 que a Maçonaria passou a ser regida e comandada exclusivamente pela realeza britânica (até os dias de hoje) tendo os Cargos de Grãos Mestres somente preenchidos pelos nobres da Inglaterra, sendo o 1º destes nobres para o 5º Grão Mestrado, o Duque de Montagu (John).

É de se notar que estes eventos já comemoram neste ano de 2007, 286 de uma monopolização da realeza inglesa sobre a maçonaria britânica..

por:  Fernando Guilherme Neves Gueiros,  M.·.M.·.



A Maçonaria Acovardou-se ou... Acovardaram-se os Maçons?

LOUVEMOS A GRANDE LONGIVIDADE

Fernando Guilherme Neves Gueiros
M.·.M.·.
Or de Paulista - PE

De tudo isto fica para mim a indagação ou dúvida:

A MAÇONARIA ACOVARDOU-SE OU... ACOVARDARAM-SE OS MAÇONS?





Nos três primeiros anos, como vimos à maçonaria tinha como comando pastores da Igreja Anglicana.

Como vimos epigrafados, foi a partir de 1721 que a Maçonaria passou a ser regida e comandada exclusivamente pela realeza britânica (até os dias de hoje) tendo os Cargos de Grãos Mestres somente preenchidos pelos nobres da Inglaterra, sendo o 1º destes nobres para o 5º Grão Mestrado, o Duque de Montagu (John). É de se notar que estes eventos já comemoram neste ano de 2007, 286 de uma monopolização da realeza inglesa sobre a maçonaria britânica.

Em seguida este cargo de Grão Mestre foi dado em sucessão ao Duque de Wharton, um nobre lascivo cuja biografia os ingleses comentam pouco devido aos escândalos e da sua notória participação no Hells Fire Club. Por certo, os maçons ingleses morrem de vergonha da atuação do duque de Wharton e escondem com unhas e dentes as informações sobre o Hells Fire Club.

Como o referido Duque de Wharton era um doidivanas, seria tarefa de o Grão-Mestre adjunto dirigir os trabalhos da ordem cabendo a Jean Théophile Desaguliers, esta tarefa, nomeado três vezes para tal posto: em 1722, pelo "mulherengo" Wharton; em 1724, pelo Conde de Dalkeith; e em 1725, por Lorde Paisley.

Estas influências do comando da Maçonaria pela nobreza inglesa começam-se a se sentir mais forte a partir de 1737 quando foi iniciado o primeiro membro da Casa Real na Maçonaria Inglesa. Seu nome era Frederick Lewis, Príncipe de Gales, filho do Rei George II. Esta iniciação foi feita por John Theophilus Desaguliers, que fez a cerimônia ritualística, numa exceção, no Castelo de Kew, em Richmond.

É, sobretudo nos primórdios desta influência da nobreza, que poderíamos chamar de baixo clero, dado a que eram nobres, porém sem ser da Casa Real, perdurando à quando então foi eleito o Príncipe de Gales - Primeiro Membro Real Eleito na data de 02.05.1792. Daí para frente à Maçonaria passou a ser comandada pelos Membros da Casa Real, "ad aeternum". Hoje já se vão 286 anos de comandos e mandos pela nobiliarquia real inglesa, sendo, 215 anos diretos pela Casa Real Inglesa.

Haveremos também de relembrar que todas estas mudanças, principalmente na forma ritualística causaram em 1751 um cisma na Maçonaria Inglesa dada a que os chamados Maçons Antigos não aceitavam os desmando praticados pelos Maçons da Maçonaria Inglesa, por aqueles chamados de Modernos. Estas diferenças, muito fortes perduraram até 1813, quando então houve um pacto, entre as duas casas, no ente maior de cada uma que eram o Duque de Kent e o Duque Sussex, criando o que hoje é a Maçonaria Inglesa, e que passou a ser comandada Príncipe Augustus, Duque de Sussex, então consagrado como Grão Mestre.

Esta anomalia de comando, sem eleições pelo povo Maçônico de seu Grão Mestre, ferindo os regulamentos de Payne e a 1ª Constituição Maçônica de Anderson, tornar-se-ia pior quando então também passou a ser obrigatório todos os Membros do Grão Mestrado ser obrigado a serem Anglicanos. Criando dentro da Maçonaria Britânica o que podemos chamar de maçons de segundo classe, ou seja, todos aqueles que jamais poderiam almejar o Grão Mestrado ou Cargos neste, devido a não serem anglicanos e não nobres.

Contudo, outro evento de grande importância, mostraria mais estas anomalias.

Por conta da revolução francesa, 1789, com grande participação da maçonaria francesa, a maçonaria inglesa, vinha assustando a nobiliarquia inglesa pelo simples fato de sua existência. Por conta disto antecipando qualquer movimento no Estado Monárquico, apressam-se os dirigentes da maçonaria Inglesa a época, a declarar ao então primeiro ministro inglês William Pitt a total fidelidade e solidariedade a Monarquia e ao governo monárquico.

  Porém, não satisfeito, exigiu o primeiro ministro Pitt, na data de dois de julho de 1798, num ato do Parlamento Inglês, a obrigação da Maçonaria Inglesa proceder anualmente a uma relação para o Estado Monárquico em que houvesse contido: NOME, RELIGIÃO, TÍTULO, PROFISSÃO, ATIVIDADE E ENDEREÇO de todos seus membros, ou seja, o Estado Monárquico forçou a Maçonaria a proceder ao que chamaríamos de delação de seus membros e tornando-se perjura ao capitular a aquela imposição. E ela submeteu-se, a fim de continuar com suas atividades. Isto perdurou durante 168 anos, só terminando no ano de 1967.

Uma grande pergunta é se teria relacionado o nome do Príncipe de Gales, então comandando a Maçonaria, no exercício de Grão Mestre, e não como membro apenas simbólico.

É comum, em defesa destas anomalias citadas, dizer-se algo como: Comando pela nobiliarquia Inglesa, Casa Real e Igreja Anglicana, o Maçom Britânico fazer a alegação que a Maçonaria estaria protegida pela realeza, no caso específico pela Casa Real e atendendo as tradições Britânicas, mais foi justamente no comando pela realeza, durante o Grão Mestrado do Príncipe de Gales, que ela aceitou submissa fazer as tais relações delatoras para o Estado Monárquico... Onde estavam às tais proteções? E as tradições deveriam ser maçônicas e não da Monarquia Britânica?

Aproveito o ensejo para uma breve digressão, sobre o primeiro ministro inglês William Pitt, e observar o que se segue:

“O quadro tributário da época” não exigia dos mais abastados contribuição proporcionalmente maior, quando, em 1797, William Pitt, solicitou alteração e aumento do "assessed taxes", uma forma rudimentar de taxação baseada nos gastos como indícios de riqueza.

Os contribuintes foram divididos em classes. Na primeira, estavam os que possuíam criadagem, carros e cavalos; na segunda, na falta desses elementos, a base de cálculo era medida em relógios, cães e janela; a terceira se baseava na habitação. Os contribuintes reclamaram de que havia sido criado um imposto sobre a renda e o capital, mas Pitt discordou, afirmando que o imposto era sobre a despesa. A receita desse tributo era diminuta e poucas as expectativas de aumento.

Preparavam-se, também novas alianças entre a Grã Bretanha, a Áustria, a Rússia e a Turquia. A Inglaterra conseguia sucesso diplomático, mas necessitava de recursos financeiros para subsidiar o ataque contra a França. Em 1798, William Pitt solicitou ao parlamento modificação no "assessed taxes", transformando o imposto sobre despesas numa tributação sobre a renda, em suma, um imposto geral provisório sobre todas as fontes de renda mais importantes. Vem daí o nome "income tax".

Em "3 de dezembro de 1798, na Câmara dos Comuns, Pitt foi defender a instituição do imposto de renda".

Findo a digressão, posso afirmar que A MAÇONARIA REAL BRITÂNICA é um caso atípico a todas as Maçonarias do Mundo. Ela é comandada e gerida "ad perpetum" por descendentes da família real, não há eleição para o Grão Mestrado, e para os cargos do Grão Mestrado tem-se que ter o título de "SIR" e ser anglicano, daí não podermos conjeturar aceitação com este exemplo tipicamente inglês.

Foram quebradas e desconhecidas as tradições maiores da Entidade (Instituição Iniciática) Maçônica em prol de uma nobiliarquia e religiosidade.

Estes são os fatos e eventos de uma Potência Maçônica que se julga Plenipotenciária dos Direitos Universais sobre todas as outras Potências Maçônicas do Mundo, ditando-lhes regularidades. Todavia, quem estará mais na irregularidade Maçônica? Esta é uma grande pergunta.

Este ano a Maçonaria Inglesa irá completar 290 anos de existência, e certamente será uma grande oportunidade para se comemorar tão extensa data quanta tão extensa direção do Duque de Kent, atual Grão Mestre da Grande Loja Maçônica Real da Inglaterra.

Para tanto, também este ano, completar-se-á 270 anos desde que o primeiro maçom Real foi iniciado na Maçonaria Real Inglesa. Seu nome era Frederick Lewis, Príncipe de Gales, filho do Rei George II. Esta iniciação foi feita por John Theophilus Desaguliers, que fez a cerimônia ritualística, numa exceção, no Castelo de Kew, em Richmond.

Começava nesta data a história do ingresso da realeza britânica no universo da Maçonaria Inglesa, culminando em 1813, em definitivo, com a usurpação do Trono de Grão Mestre Maçônico para realeza, exclusive e "ad aeternum" com a ascensão do Duque de Sussex, o Príncipe Augustus Frederick. Que a governou por 30 anos, isto é: desde 1813 a 1843. Atualmente quem a Governa é o Príncipe Edward George Nicholas Patrick Paul Windsor - Duque de Kent - desde 1967, portanto há 40 anos.

A questão que me faço particularmente e que aqui exponho é se devemos gritar "Vivat", "Vivat", "Vivat" ou HUZZÉ- HUZZÉ - HUZZÉ! "Habemus" uma Maçonaria livre na Inglaterra.

Certamente, que não... Jamais para mim!

Não posso conceber que seja livre uma Potência Maçônica que se dobrou a uma imposição externa da forma como se deu. O cargo de Grão Mestre da Ordem foi usurpado há precisamente 194 anos, como cargo "ad aeternum", exclusive, a ser preenchido somente por entes da casa Real Inglesa. Mas, isto já nascia há 270 anos.

O que veio a representar uma subserviência. Um ato simples de subordinação a exercícios externos.

Mas, esta imposição e subordinação não param por aí.

Este tipo de subordinação veio para cima dos demais cargos do Grão Mestrado Inglês, pois passou a existir outra imposição e subserviência, esta promovida pela Igreja Anglicana amparado pela Casa Real e que consta da Constituição da Grande Loja Real da Inglaterra.

Para se ser membro do Grão Mestrado Inglês é obrigatório que se seja Anglicano. Desta forma todo e qualquer outro iniciado maçom inglês que não seja Anglicano não poderá jamais ser um Membro Ativo do Grão Mestrado.

Isto para mim, já é o suficiente para tornar a Maçonaria Real Inglesa irregular perante todas as Congêneres Maçônicas do Mundo.

Fere esta Potência, que se intitula plenipotenciária da Maçonaria Especulativa, os princípios da Liberdade e Igualdade individual de todos seus iniciados. Fere os princípios mais elementares da Maçonaria Universal quando tornam alguns de seus iniciados, cidadãos de segunda classe perante os outros, que são os iniciados e que professam a religião anglicana, então os beneficiados.

E isto ocorre em detrimento de um preceito e preconceito que vem há mais de 270, nascido há 472 anos, aproximadamente. Preceitos e preconceitos que proíbe alguns de seus iniciados a um total ostracismo junto ao Grão Mestrado Inglês.

Mas, isto é um ranço trazido de uma Lei promovida por um Rei Bígamo, e excomungado pelo Vaticano através do Papa Clemente III. Em 1535, já excomungado, com o "Act of Supremacy" (ato este até hoje ativo), estabeleceu o Rei Henrique VIII ser ele o Chefe Único e Supremo da Igreja da Inglaterra, daí para o passo de também serem o Chefe da Maçonaria foi mera transposição de tempos e eventos.

Nascia nesta época a igreja Anglicana mantendo os mesmos dogmas que eram atacados pelo protestantismo: o celibato eclesiástico, a transubstanciação (transformação da substância do pão e do vinho, durante a consagração da missa, na substância do corpo e sangue de Jesus Cristo), a validade dos votos de castidade e as missas privadas e o completo conluio Igreja e Estado Monárquico e Autoridade Real. Lembremo-nos.

Deste conluio, Estado Monárquico e Igreja, surgiu outra imposição para a realeza. Hoje para se ser REI ou RAINHA da Inglaterra é obrigatório que os cônjuges professem ambos a religião anglicana, senão não poderão sentar e centrar o trono da Inglaterra.

E esta situação, inconseqüentemente também passou a ser uma imposição Constitucional Maçônica para todos aqueles que almejassem ser um membro do Grão Mestrado Inglês, tolhendo, subordinando a todos que não fosse um anglicano a um Ostracismo.

Pode a questão ser legal, como o é, mas entendo imoral e irregular perante os nossos princípios de: LIBERDADE, FRATERNIDADE E IGUALDADE.

Poucos ainda desconhecem e alguns alegam que a realeza veio dar segurança para a Maçonaria Real Inglesa, mais não foi tão assim. Durante quase 170 anos, mais precisamente de 1799 a 1967 a Maçonaria Real Inglesa, através do Grande Secretário era obrigada a fazer uma vez por ano uma relação de todos os membros da Maçonaria com nomes, idades, profissões e endereços para o Estado Monárquico, isto é, esta delação só findou por uma decisão do Parlamento em 1967.

Como pode ver uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa quando feita pesquisas e a verdades se dar transparente. Sem ataques, conchavos ou ilações maldosas, mas tudo para Bem da Verdade, Do Conhecimento e Da Ordem Maçônica.

Mas, com tudo isto LOUVEMOS a GRANDE LONGIVIDADE da GRANDE LOJA MAÇÔNICA REAL INGLESA, numa eterna expectativa que volte a ser LIVRE e sem costumes profanos.

E finalmente que venha participar dos Congressos Maçônicos Internacionais, não como plenipotenciários seja, por invocação própria, mas como mais uma Potência a fim de se criar uma sintonia e uniformidades global para todos os maçons, quer seja nos princípios, quer seja num ordenamento ritualístico mais equânime.

Por fim, como aceitar esta forma apolítica de ser, se considerar como Brasileiro, os relevantes fatos históricos políticos de formidável participação maçônica, diga-se de passagem, em TEMPLO. Vejamos alguns pequenos relatos disto que fiz em diversas pranchas:

A maçonaria brasileira, sem sombra de dúvidas foi à artífice sobre a Independência do Brasil ao julgo Português através de seus membros históricos, tem o seu marco maior nos atos que antecederam ao simbólico grito do Ipiranga dado às margens do riacho do mesmo nome, na província de São Paulo a Sete de setembro de 1822 (um sábado), pelo então Mestre Maçom (Ir:. Guatimozin) S. A. R. Dom Pedro de Alcântara d´Orleans e Bragança.

Os mais memoráveis, a julgar pelos "Atos de Bravuras" desprendidos, começaram nos idos de 1792 com o movimento feito pelo irmão "Tiradentes" (Joaquim José da Silva Xavier) que culminou com a sua morte a 21 de abril, numa sexta-feira. Houvera muitas rebeliões e movimentos em diversas províncias pelo Brasil colônia afora. Todos estes atos foram tratados como insidiosos, contudo, somente uma revolução foi havida e feita pela Maçonaria com a participação popular do povo brasileiro, foi a: Revolução Pernambucana de 1817.


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