Registre-se  no MS Macom.com    ENTRAR INICIO    28 OUT    ORDEM    EDGARD   BLOG    CONTATO
MS,  EV       Ano REAA     Hebraico   

Entrar
Login Área Restrita
 
Usuário:
Senha...: 

 

Origem.:
 

 Esqueceu a senha?
  Cadastre-se

Fim de ano
Veja a nossa mensagem de Natal e fim de ano.
BAIXAR

Menu Maçom

Usuários no Site
Irmãos Cadastrados:
Hoje.......: 2
Ontem....: 0
Total Ir.·.: 3094
Último Ir.·.: João Antonio Varela Gomes

Em Confirmação: 57

Estão no Site:
Profanos : 2
Irmãos : 0  
Total: 2
On [Lista Geral]
189.124.213.***
54.226.227.***

Pesquise no Site

Gera Status

Bloco Personalizado

MS Maçom ANO X
2.006 - 2.016



Artigos: História História Nacional > As Casas do Círculo do Especial Rito Brasileiro

As Casas do Círculo do Especial Rito Brasileiro

Publicado por Ivair Ximenes Lopes. em 14/6/2012

(515 leituras)

  Em 1834, Miguel Antônio Dias, sob o pseudômino de UM CAVALEIRO ROSA-CRUZ, lança em Portugal, na cidade de Lisboa, o livro "Biblioteca Maçônica" ou "Instrução Completa do Franco-Maçon", que se constituía uma obra clássica inspirada num dos mais famosos manuais franceses da época, o de François Etiene Bazot, e essa edição abrangia apenas os Ritos Francês e de Adoção.

O que nos chama atenção é o Prólogo dessa importante obra, onde o autor solicitava aos Orientes de Portugal e do Brasil a criação de um Rito novo e independente, que tendo por base os Três Graus Simbólicos e comum a todos os Ritos, tivesse, contudo, os Altos graus



UM CAVALEIRO ROSA-CRUZ

Em 1834, Miguel Antônio Dias, sob o pseudômino de UM CAVALEIRO ROSA-CRUZ, lança em Portugal, na cidade de Lisboa, o livro "Biblioteca Maçônica" ou "Instrução Completa do Franco-Maçon", que se constituía uma obra clássica inspirada num dos mais famosos manuais franceses da época, o de François Etiene Bazot, e essa edição abrangia apenas os Ritos Francês e de Adoção. O que nos chama atenção é o Prólogo dessa importante obra, onde o autor solicitava aos Orientes de Portugal e do Brasil a criação de um Rito novo e independente, que tendo por base os Três Graus Simbólicos e comum a todos os Ritos, tivesse, contudo, os Altos graus Misteriosos diferentes e nacionais.

Sua proposta foi considerada por muitos um exagero, pois salientavam que "a Maçonaria Universal não poderia tornar-se nacional, apenas".

Contudo, entendemos e acordamos que o autor não propunha quebrar o Landmark da Universalidade Doutrinária da Tradição Maçônica; ele o afirma nos três graus simbólicos, que seriam comuns a todos os Ritos, porém os Altos Graus "seriam formulados sob a influência do meio histórico e geográfico da Pátria em que se vive, sob sua índole, inspiração e pendores".

O Grão-Mestre Álvaro Palmeira, consolidador do moderno Rito Brasileiro e seu Grande Instrutor-Geral, destaca que a Maçonaria é universal e una, mas em cada País assume características peculiares, consoante a história e a índole de cada povo, exatamente como acontece com a Arte, a Ciência e a Religião.

A QUESTÃO RELIGIOSA NAS PROVÍNCIAS DE PERNAMBUCO E DO PARÁ

O Estado Brasileiro, nos idos de 1850, com intuito de superar as dificuldades que a Igreja causava ao progresso do País, aos poucos, por meio de leis ordinárias foi paulatinamente afastando a Igreja de determinadas prerrogativas: criação do registro civil obrigatório, criação do casamento civil, construção de cemitérios pelas câmaras municipais sem qualquer dependência da autoridade eclesiástica, revisão de decisões dos padres por tribunais ou magistrados civis.

O clero achava que a Maçonaria era a fonte de conspiração dessas reformas, dando início a um embate dos bispos contra a Arte Real.

Contudo, na época, existiam inúmeros sacerdotes filiados à Ordem e pessoas ilustres que pertenciam às Irmandades religiosas e eram Maçons.

A partir de 1872, na Província de Pernambuco, com a chegada do Frei Vital Maria Gonçalves de Oliveira, Bispo de Olinda, o embate entre a Igreja pernambucana e a Maçonaria chegou ao seu clímax, proibindo que o clero funcionasse em cerimônias Maçônicas.

D. Vital de posse de inúmeros nomes de sacerdotes filiados à ordem e de maçons pertencentes às Irmandades religiosas, publicados pelos jornais, articulou-se violentamente para afastar os clérigos da Maçonaria e expulsar os Maçons das Irmandades.

As Irmandades se recusaram a expulsar seus Irmãos Maçons e foram interditadas pelo Bispo, isto é, foram proibidas de assistirem missa como sociedades religiosas. Nesta altura a contenda se estendeu para a Província do Pará, onde o Bispo D. Antônio Macedo imitava o Bispo de Olinda.

  O desenrolar da história acabou por envolver o Imperador D. Pedro II, que teve sua figura aviltada pelos Bispos, que quando instados a suspenderem suas ações, não reconsideraram os seus atos, de fecharem setenta Irmandades, capelas e igrejas e procissões.

Esgotado o diálogo, D. Vital e D. Macedo foram presos após recurso do Imperador ao Conselho do Estado, pois os Bispos estavam fora da lei por negarem legitimidade ao beneplácito imperial que validava as Bulas do Papa, pois as Bulas que excomungavam os Maçons não foram submetidas a D. Pedro II.

Os clérigos foram anistiados em 1875, pelo Duque de Caxias, Maçom e Presidente do Gabinete, que em pouco tempo galgaria ao Grão-Mestrado da Ordem, a contragosto do Imperador, que transformou a contenda em caso pessoal, nunca perdoando aos Bispos, mesmo depois da anistia.

Luis Alves de Lima e Silva demonstrou com a sua magnaminidade, que na maçonaria há tolerância, solidariedade humana e fraternidade.

A MAÇONARIA DO ESPECIAL RITO BRASILEIRO

No período compreendido entre 1878 à 1882, o negociante José Firmo Xavier criou uma sociedade secreta à feição da Maçonaria, colocando-a sob os auspícios da S. M. Imperador D. Pedro II, da Família Imperial e do Papa, era a Maçonaria do Especial Rito Brasileiro para as Casas do Círculo do Grande Oriente de Pernambuco.

Tinha por finalidade defender a religião católica, sustentar a Monarquia Brasileira, praticar caridade, desenvolver as ciências, as letras, as artes, a indústria, o comércio, a agricultura e contribuir para a extinção do elemento servil.

Era destinada somente à todos os brasileiros natos, sem distinção de classe, como especifica o art. 3º da sua Constituição.

A base do Rito era a Maçonaria Simbólica com seus três Graus Simbólicos. Sobre essa base erguia-se a hierarquia dos 20 Altos Graus. As Lojas Simbólicas de hoje eram chamadas de Casas e tomavam o nome que quisessem, mas não podiam substituí-lo sob pretexto algum. Quando uma Casa abatia colunas, era proibido se instalar outra com o mesmo nome.

A Constituição deste Rito, em diversos artigos, referia-se à emancipação dos escravos, dispensando carinho e atenção à alforria, inclusive com a criação de um cofre especial para se deitar o óbulo que quiserem a bem da emancipação dos escravos, que era comemorada com festa, na data magna do aniversário do Rito, no dia 29 de Junho, com a entrega solene das Cartas dos Libertos pelo respectivo cofre de emancipação.

A Regência das Casas durava o período de um ano, e era composta de um Venerável, quatro Vigilantes (dois titulares e dois suplentes), um orador, um Secretário, um Tesoureiro, um Fiel, dois Guardas da Cruz, quatro Defensores e quatro Acusadores, quatro Sindicantes, quatro Mestres, quatro Andadores e dois Guardas do Templo. O Irmão eleito Venerável só poderia ser reeleito depois de findar quatro anos da sua administração.

Além do Oriente, os Irmãos tomavam assento na Coluna do Norte do Vale do Soberbo Amazonas, de responsabilidade do Primeiro Vigilante, e na Coluna do Sul do Vale do Prata, sob os cuidados do Segundo Vigilante; pediam Vênia por duas palmas ao Venerável.

O Ir:. Orador tinha assento em lugar especial ao lado esquerdo do venerável; além de exercer as atuais atribuições do cargo, ele também era o relator de todos os processos, que eram entregues ao Acusador.

Os Irmãos Acusadores (Coluna do Norte) eram responsáveis pela acusação das faltas e erros dos irmãos, sendo a escolha de um deles por votação da Regência. Os Irmãos Defensores (Coluna do Sul), eram ocupados na defesa dos Irmãos processados, sendo um deles escolhido pelo Irmão acusado.

Os Irmãos Sindicantes tomavam assento na Coluna do Prata (2) e na Coluna do Amazonas (2) e eram responsáveis "em bem examinar e indagar das faltas chegadas quer pela voz pública, ou pelas pranchas que receberem".

Os Irmãos Mestres tomavam assento em ambas as Colunas e dentre outras competências, eram responsáveis "por ensinar aos Irmãos da sua Coluna os toques e sinais e escrituração para bem poderem gozar e vencerem nos mistérios da Santa Irmandade", bem como executar todo trabalho cerimonial do Rito e de fazerem a polícia interna do Tabernáculo.

Os Guardas da Cruz, também tomavam assento em ambas as Colunas e eram chamados pelo Venerável para junto do docel quando tiver de descerrar o Santo Padroeiro e aí ficarão de pé até o fim do ato.

Os Guardas do Templo exerciam as mesmas funções dos nossos atuais Cobridores, sendo que, o que se encontrava no interior do Templo transmitia ao 2º Vigilante tudo que de fora do Tabernáculo lhe era comunicado.

Foi criado um Supremo Conselho do Grande Oriente em Pernambuco, ao qual ficará sujeita a Maçonaria do Especial Rito Brasileiro, que tinha o Imperador D. Pedro II, a S. S. Pontifica e os Príncipes da Família Imperial como Grandes Chefes Protetores, com o Grau 23, e como Grande Chefe Propagador e vitalício, com o Grau 22, o autor da idéia, José Firmo Xavier. Em caso de sua morte o Grande Chefe Propagador seria substituído, por eleição do Supremo Conselho, tomando o que o substituir o título de Chefe Conservador.

O autor do Rito encaminhou ao Imperador D. Pedro II uma cópia da Constituição do Rito acompanhada de uma lista com os 838 nomes de irmãos, denominada "Caderneta Nominal dos Sócios da Nobre e Augusta Casa Maçônica do Especial Rito Brasileiro Coração Livre e Popular propagada e instalada em Pernambuco". Foi observado que após o nome de muitos, havia a palavra - Republicano.

O Irmão Mário Behring informa que a tal lista foi enviada a D. Pedro II acompanhada da Constituição, para que ele naturalmente soubesse quais os seus defensores em Pernambuco, o que não se acredita, pois nessa extensa relação havia vários republicanos que, certamente, não seriam as pessoas indicadas para a defesa do Imperador.

Para Álvaro Palmeira, Grão-Mestre Honorário e Grande Instrutor do Rito Brasileiro, em decorrência dos fatos anteriormente relatados, era bem provável que Firmo Xavier queria fechar as feridas deixadas, sobretudo em Pernambuco, pela "Questão Religiosa", e sonhando ardentemente ver essa amizade restabelecida, colocou o seu Rito sob a proteção de D. Pedro II, da Família Imperial e do Papa.

Ainda, Álvaro Palmeira julga que o Rito não prosperou, por conter preceito de irregularidade, como a só admissão de brasileiro nato.

Assim, apesar de tudo, a Maçonaria do Especial Rito Brasileiro não alcançou seus desígnios e abateu colunas talvez antes do tempo.

· A história do Rito Brasileiro

· Supremo Conclave do Brasil


Fonte: Supremo Conclave

As informações, pesquisas e afirmações são dos Autores. Que podem ou não coincidir com a aceitação Oficial. Nem sempre é aquiescência do Administrador

Navegue pelos artigos
Artigo prévio A história extraordinária do REAA José Bonifácio Próximo artigo
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Pesquisa MS Maçom
 



                     Nosso único propósito: A Maçonaria!










Powered @ 2006-2008 Nobres Desing  Ir.·. Ivair Ximenes  .:. assine os .:. Quem somos?
Site de Informações Maçônicas MSmacom.com.br  Todos direitos de Uso cedidos por consultoria